Blog do Hala

Pelo Mundo Afora

Primeiro post

with one comment


Obrigado, Paulo. Como vc pode ver, estou sem criatividade para o titulo do primeiro post.

Ao inves de estar trabalhando, estou colocando posts no Blog do Hala… que vergonha. Bom, em meu beneficio, estou tirando um intervalo entre um projeto e uma ligacao para um cliente nao muito contente com a empresa, portanto preciso relaxar. 15 minutos nao vao matar ninguem nem fazer as acoes da empresa cairem 10%…

Gostei muito do assunto do Blog do Hala, realmente eh algo com o qual qualquer brasileiro morando no exterior se diverte – analisando as diferencas. Comecei a mandar e-mails para o Paulo com sugestoes de assuntos, mas acho que ele esta com preguica de escrever, portanto resolveu me dar acesso ao blog dele. Como eles dizem aqui: “Mental note: aprender com o Paulo como se delega para os outros”. Ja aprendi algo para minha carreira…

Dos assuntos de brasileiros no exterior, o que mais me interessa sao as “gafes” cometidas devido ao nao conhecimento da lingua e da cultura. E quanto mais cara de pau, mais se comete esse erro. Elaine (minha esposa) eh mais para quieta, portanto ela nao fala tanta besteira quanto eu. Pode reparar: quanto mais extrovertido e cara de pau, mais m^%&# se fala… Aposto que o Paulo deve ter uma lista bem grande de gafes… (sim, Paulo, isso eh um convite para escrever algumas…)

A mais famosa minha foi a do “Carol Singing”. Eh bem interessante (nao para a Elaine, que ja ouviu umas 50 vezes, toda vez que conto para uma nova pessoa – sorry, Elaine, 51…), e bem ridicula tb.

Primeiro ano no Canada,
uma colega de trabalho, canadense da gema (coisa dificil de se encontrar nesse pais), familia crista, tradicional, super formal, bom status social, nos convida para uma festa de natal na casa deles. A primeira pergunta de quem nos conhece seria: “Porque uma familia dessas nos convidaria para uma festa na casa deles?”, mas… nos convidaram.

Coisa seria: nos deram um convite em papel (nao, nada de Evite), com RSVP e tudo. Fui ligar para confirmar nossa dignissima presenca, conversamos um pouco e eu perguntei para ela quem era a Carol. A conversa traduzida foi mais ou menos assim:

  • Carol? Que Carol, Bruno?
  • A Carol, que esta indo na sua festa.
  • Bruno, nao tem nenhuma Carol vindo na minha festa…
  • Como nao?
  • Nao conheco nenhuma Carol.
  • Nao conhece?
  • Nao, de onde vc tirou que eu conheco alguma Carol?
  • Ue, pelo seu convite.
  • (silencio… alguns segundos depois). No meu convite?
  • Sim, esta no seu convite. Vc esta com ele nas suas maos?
  • Perai que vou pegar (silencio por uns segundos, barulho de papel no fundo).
  • Entao, da uma olhada ai…
  • Bruno, estou com o convite nas minhas maos… que Carol???
  • Olha so no convite, esta escrito: “7 horas, casa aberta aos amigos”, “8 horas, jantar sera servido”, “9 horas, Carol Singing”. Tai: “Carol Singing as 9 horas”.
  • Silencio por uma fracao de segundo, seguida de uma explosao de risadas por uns 30 segundos.
  • (extrema vergonha do outro lado da linha – o meu).
  • Ai, meu Deus, Bruno (tentando recobrar o folego), as nove horas nos vamos cantar cancoes de natal (Carol Singing).
  • (silencio do meu lado… um pouco de conversa fiada, tentando desligar o mais rapido possivel).

Obviamente, contei para a Elaine (como eu faco com tudo mais, nao eh meu amor???), e a visao na cara dela era uma mistura de “isso eh engracado” com “como eu fui casar com alguem tao estupido…”. Ah, vai… isso pode acontecer com qualquer um. Po, porque se chama “Carol Singing”???? Por acaso tinha uma Carol junto com Maria quando Jesus nasceu? Era uma amiga de um dos reis magos que trouxe o presente da cancao para o Cordeiro de Deus? (que mane mirra, incenso ou ouro – vou eh cantar Jingle Bells para o menino nao chorar muito nessa manjedoura fria…).

Na festa obviamente eu fui zoado… “A Carol esta quase chegando”. Pior era explicar para os 96% canadenses da festa (tinham 50 pessoas na festa, pode fazer a matematica para saber quantos nao-canadenses tinham la…) porque ela estava zoando comigo.

Mas, eh isso que acontece – tem que se comunicar: o Chacrinha teria falado que “if you don’t communicate, you’ll trumbicate”. Nesse caso eu me dei mal (e em muitos outros casos), mas as vezes dou umas dentro. A licao foi para nao insistir tanto numa proxima vez.

Bruno.

Written by brunosamuel

October 29, 2009 at 8:05 pm

Posted in Memorias...

One Response

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  1. Brunao, ninguem acredita que estas gafes acontecem – quando eu conto o pessoal acha que eh invencao!. Amanha vou aproveitar pra listar umas 2 ou 3 minhas no embalo!
    Quanto a delegar, eh minha especialidade! To ate pensando em te promover a Administrador do Blog e eu entro de Colaborador!😉
    Abracos,

    Hala

    paulohala

    October 29, 2009 at 11:31 pm


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